Washington Post photo by Melina Mara
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Subsecretário de Justiça americano suspeito de traição vai depor na Câmara dos Deputados

Congresso convocou Rosenstein para explicar informações de que teria sugerido gravar secretamente Trump

O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2018 | 21h42

WASHINGTON - O subsecretário de Justiça dos EUA, Rod Rosenstein, foi convocado pelo Congresso para explicar as informações divulgadas pela imprensa de que teria sugerido gravar secretamente o presidente Donald Trump para expor o caos dentro do governo e abrir caminho para um impeachment.

O congressista Mark Meadows, integrante da Comissão de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara dos Deputados, alertou que Rosenstein será formalmente convocado a depor se não se apresentar de forma voluntária. No entanto, o congressista não marcou data para o depoimento.

O jornal New York Times publicou que Rosenstein ofereceu em 2017 ao FBI gravar em segredo as reuniões que teria com Trump e sugeriu a convocação da Emenda 25 da Constituição, que permite destituir o presidente se ele for considerado pelos secretários do próprio governo inapto para exercer o cargo.

Rosenstein é subordinado a Jeff Sessions, secretário de Justiça, mas assumiu a supervisão das investigações sobre a interferência da Rússia nas eleições e o possível conluio com Trump porque seu chefe se declarou impedido de trabalhar no caso – Sessions trabalhou ativamente na campanha de Trump.

A revelação do New York Times provocou um terremoto político em Washington, já que alguns republicanos passaram a considerar Rosenstein uma pessoa parcial. Na segunda-feira, enquanto Trump se preparava para discursar na Assembleia-Geral da ONU, a imprensa publicou informações contraditórias sobre o futuro de Rosenstein no cargo. 

Parte dela afirmava que ele estava disposto a renunciar, enquanto outros diziam que a Casa Branca o demitiria no dia seguinte. Nenhuma das duas hipóteses se concretizou. A Casa Branca informou que Trump e Rosenstein se reunirão na próxima semana. / EFE

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