Substituto pede a vizinhos que entendam crise

O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, pediu ontem às demais nações sul-americanas que entendam a crise política que o país atravessa e aceitem os esforços para que ela se normalize. Ele prometeu também conduzir uma transição dentro da ordem constitucional, que não violará os princípios democráticos. Ele nomeou também seus primeiros ministros.

ASSUNÇÃO, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2012 | 03h00

"A única maneira de caminharmos para frente é entender que o país tem de ser construído por todos os setores e todos os partidos", disse. "Venho ratificar minha vontade irrestrita de respeitar todas as instituições democráticas, o estado de direito, a vigência dos direitos humanos e os compromissos assumidos."

Franco negou também que tenha assumido o poder com ódio ou rancor. Comprometeu-se a realizar um governo "técnico", "mantendo o compromisso com os princípios democráticos". Mas, em mais de 15 minutos de fala, não citou Lugo nenhuma vez.

"Vamos iniciar o verdadeiro desenvolvimento social sustentável, com ênfase na agricultura familiar", prometeu. "Vamos fazer juntos uma política energética para criar empregos. Assim, nenhum paraguaio terá de emigrar para conseguir trabalho fora do país."

A transição no Palácio Presidencial foi quase instantânea. Uma hora depois de Lugo abandonar o local, Franco e líderes dos partidos Liberal e Colorado foram a pé do Senado até a sede do governo.

Quando o novo presidente entrou pelos jardins, a imagem de Lugo no fundo de tela dos computadores da sala de imprensa já havia sido trocada pelo tradicional brasão da presidência guarani. / R.S.

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