AFP PHOTO / GEOFFROY VAN DER HASSELT
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Subúrbios de Paris têm depredação e mais 17 são presos

Protestos começaram depois de a polícia agredir e estuprar com um cassetete um jovem negro de 22 anos durante uma abordagem de rotina

O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2017 | 18h08

PARIS - Distúrbios violentos voltaram a provocar danos materiais na madrugada desta quarta-feira, 8, em subúrbios de Paris, em meio à crescente revolta da população local contra a violência policial. Jovens mascarados depredaram lixeiras e lojas de automóveis. Ao menos 17 deles foram presos. Os protestos começaram depois de a polícia agredir e estuprar com um cassetete um jovem negro de 22 anos durante uma abordagem de rotina. 

As prisões foram efetuadas no distrito de Saint Seine Denis, subúrbio operário ao norte de Paris. Um policial foi indiciado por tentativa de estupro e outros três, por agressão. 

Imagens em vídeo do ataque viralizaram na internet e chocaram os franceses. A filmagem mostra o jovem contra um muro cercado por quatro homens que o agrediam. 

Em outra cidade do subúrbio de Paris, Aulnay-Sous-Bois,  carros foram depredados e incendiados em uma concessionária da Citroen. Pelo menos 17 automóveis foram destruídos. O prejuízo foi calculado em 200 mil euros. Cinco das prisões foram efetuadas nessa cidade, mas não estava claro se elas estavam relacionadas à depredação.

Segundo a SGP - um sindicato policial francês-, jovens atiraram bombas incendiárias e bombas de metal contra estações de polícia em Tremblay-en-France. "Colocaram fogo em uma cadeira de rodas. É uma desgraça. Isso tem que parar", disse o diretor do sindicato, Yves Lefebvre.

O presidente François Hollande visitou a vítima, identificada como Theo, no hospital. O jovem pediu calma e o fim da violência. Na noite anterior à das prisões, a polícia chegou a dispersar protestos com balas de borracha. 

Tumultos nos subúrbios de Paris são lidados com cautela pelo governo desde 2005, quando centenas de jovens tomaram por dias as ruas das periferias da capital para protestar contra a falta de oportunidades e perspectiva. /AP

 

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