Sucessão não salva parceria em refinaria

Bastidores: Sabrina Valle / RIO

O Estado de S.Paulo

10 de março de 2013 | 02h03

Mesmo com a morte de Hugo Chávez, fontes que acompanham a negociação da Petrobrás com a estatal venezuelana PDVSA não acreditam que sucessão na Venezuela salve a parceria na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco (Rnest). O aporte programado inicialmente pelos venezuelanos, de 40% do negócio, está descartado, segundo a fonte.

Apesar disso, a saída completa da PDVSA é dada como pouco provável. Dois empresários com negócios no País, que acompanham a negociação, consideram que Brasil e Venezuela têm relações sólidas há duas décadas, que o chavismo está consolidado como regime e manterá suas linhas mestras no País, independentemente de quem assumir o cargo.

A proposta que tomou força mais recentemente seria reduzir a participação da PDVSA. Além disso, o aporte referente à participação da estatal seria feito em óleo, em vez de dinheiro. A PDVSA pagaria com 70 mil barris diários de petróleo até completar US$ 4,2 bilhões. A US$ 100 o barril, a dívida, em valores presentes, seria paga em menos de dois anos.

Mas o orçamento inicial, de US$ 2,3 bilhões, passou para US$ 17 bilhões e a Petrobrás já considera ter de elevar os custos a US$ 20 bilhões. Com os US$ 8 bilhões que caberiam à Venezuela, Caracas conseguiria hoje construir uma refinaria inteira, em casa. "A mudança de cenário faz com que não haja nem interesse estratégico ou disponibilidade de recursos por parte da Venezuela para concretizar o negócio nas bases iniciais", disse uma das fontes ao Estado.

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