Alex Kolomoisky/Pool via AP
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Sudão acaba com lei de boicote a Israel após acordo histórico

Legislação estava em vigor há 63 anos; texto ainda deve ser aprovado pela mais alta autoridade do país

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2021 | 12h00

CARTUM - O conselho de ministros do Sudão aprovou nesta terça-feira, 6, uma lei que revoga o boicote a Israel, há 63 anos em vigor, após ter aceitado normalizar suas relações diplomáticas com o país no final de 2020, informou um comunicado do órgão. O texto ainda deve ser aprovado pela mais alta autoridade do país, o Conselho de Soberania, para ter força de lei.

O conselho de ministros também reafirmou a "firme posição do Sudão" a favor da solução de dois Estados, que prevê a criação de um Estado palestino junto ao de Israel.

A lei de boicote, em vigor desde 1958, proíbe as trocas comerciais com Israel, cidadãos ou empresas do país. Qualquer pessoa que violar o boicote pode ser condenada a uma pena de até dez anos de prisão e a uma multa.

Durante décadas, especialmente nos trinta anos do governo autoritário do ex-presidente Omar al-Bashir, expulso do poder em abril de 2019, o Sudão manteve uma linha dura com Israel.

Vários países árabes, entre eles Marrocos, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein, normalizaram suas relações com Israel em 2020, sob a mediação de Washington.

Em uma tentativa de reintegrar o Sudão ao cenário internacional, o governo de transição também aceitou normalizar as relações diplomáticas em troca, entre outras coisas, do levantamento das sanções americanas contra Cartum. /AFP

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