Sudão diz que não negociará com rebeldes

O governo do Sudão afirmou que não vai mais negociar com os rebeldes que, segundo autoridades locais, são ajudados pelo Sudão do Sul e ameaçou fechar o oleoduto que transporta petróleo do país vizinho. A declaração é um revés nos esforços liderados pela União Africana para encerrar um conflito que deslocou dezenas de milhares de pessoas da região nos últimos dois anos.

Agência Estado

28 Maio 2013 | 10h40

A decisão de cancelar as negociações foi tomada depois que o exército do Sudão recapturou uma cidade importante que estava sob controle dos rebeldes no Estado produtor de petróleo de Kordofan do Sul, após dias de pesadas batalhas. "A mensagem do presidente Omar al Bashir é de que não podemos continuar conversando com pessoas que estão aterrorizando os cidadãos", disse o porta-voz do governo, Rabie Abdelaty.

Em uma importante vitória contra os rebeldes da Frente Revolucionária do Sudão, o exército sudanês recapturou a cidade de Abu Kershola, no nordeste de Kordofan do Sul, na segunda-feira. O ministro da Defesa do país, Abdel Hussein, disse que o avanço sobre os rebeldes continuará "até que a paz retorne à região".

Bashir declarou à agência de notícias estatal SUNA que o Sudão fechará o oleoduto que transporta petróleo do Sudão do Sul se o governo do país vizinho continuar fornecendo suporte aos rebeldes. Segundo Bashir, o governo já não reconhece a Frente Revolucionária do Sudão, uma coalizão de grupos rebeldes, que é liderada por ex-aliados do Sudão do Sul, o Movimento de Liberação do Povo do Sudão. Abdelaty confirmou as declarações do presidente.

O novo conflito, que se intensificou durante o fim de semana, ameaça prejudicar as já frágeis relações entre os dois países. No mês passado, o Sudão do Sul, que não tem saída para o mar, reiniciou o transporte de petróleo por meio do país vizinho depois de 15 meses sem atividades, após a assinatura de dois acordos para melhorar as relações. As informações são da Dow Jones.

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