Sudão do Sul acusa Cartum de novo ataque

O governo do Sudão do Sul afirmou que seu território foi bombardeado novamente no início da madrugada de ontem pelo Sudão. Em visita à China, que tem investimentos no setor petrolífero em ambos os países, o presidente sul-sudanês, Salva Kiir, afirmou que os ataques lançados pelo governo de Cartum são uma declaração de guerra.

JUBA, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2012 | 03h08

O coronel Philip Aguer disse ontem, em nome do Exército do Sudão do Sul, que aviões Antonov sudaneses lançaram oito bombas nos povoados de Panakuach, Roliaq e Teschween, no Estado Unidade (Unity State, em inglês), a cerca de 40 quilômetros da mal delimitada fronteira entre os dois países. Segundo Aguer, os ataques começaram na noite da segunda-feira. Washington, Londres e Pequim pediram aos países que voltem à mesa de negociação.

Na segunda-feira, porém, o presidente sudanês, Omar Bashir, afirmou que nenhuma conversa seria possível com o vizinho do sul. Mas ontem sua chancelaria afirmou que o país está pronto para discutir assuntos de segurança.

"A tarefa urgente é cooperar ativamente com esforços de mediação da comunidade internacional e cessar o conflito armado nas regiões fronteiriças", disse o presidente chinês, Hu Jintao. O Sudão do Sul tornou-se independente em julho, após um acordo de paz e um referendo, que encerraram décadas de guerra civil. / REUTERS e AP

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