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Sudão do Sul diz que 21 morreram em confronto com milícia na fronteira

Confronto começou na sexta-feira, 27; Sudão nega ter dado apoio a grupo

Reuters,

29 de abril de 2012 | 11h40

JUBA - O Sudão do Sul, que enfrenta um disputa na fronteira com o vizinho Sudão, afirmou neste domingo, 29, que pelo menos 21 pessoas morreram em dois dias de confrontos no Estado do Alto Nilo entre o exército de seu país e rebeldes que contam com apoio de Cartum, a capital do Sudão.

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O confronto, que começou na sexta-feira, 27, e continuou no dia seguinte, aconteceu em Way, perto de Malakal, centro administrativo de Alto Nilo, uma região que faz fronteira com o Sudão e a Etiópia.

"Vinte e um corpos foram contados no chão, alguns do norte e outros do sul", disse Philip Aguer, porta-voz do exército do Sudão do Sul (SPLA), acrescentando que três membros da milícia e quatro caminhões foram capturados.

O exército do Sudão negou que Cartum tenha dado apoio a milícias no Sudão do Sul e o porta-voz al-Sawarmi Khalid disse que o Sudão não tem nada a ver com o confronto.

"Não temos nada a ver com o que está acontecendo em Malakal. Não damos suporte a nenhuma milícia no Sudão do Sul", disse ele.

Captura de estrangeiros

O Exército sudanês anunciou neste sábado, 28, que suas forças capturaram um britânico, um norueguês, um sul-africano e um sul-sudanês durante os últimos combates contra o Sudão do Sul na região disputada de Heglig.

Em declarações à imprensa, o porta-voz das Forças Armadas sudanesas, Al Sauarmi Khaled Saad, afirmou que os quatro estrangeiros tinham conhecimentos militares, além de possuir veículos e levar equipamento militar.

Saad explicou que os estrangeiros foram detidos em Heglig quando recolhiam restos da batalha para analisá-los e que o anúncio de sua captura foi feito após sua mudança a Cartum.

 

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