Sudão do Sul: governo toma cidades de rebeldes

Tropas do governo capturaram um reduto rebelde e tomaram de volta o controle de outra cidade do Sudão do Sul, provocando a fuga de rebeldes na direção da fronteira com a Etiópia, disse um porta-voz militar do Sudão do Sul nesta segunda-feira. Entretanto, ainda havia relatos de combate no entorno da cidade.

AE, Agência Estado

05 Maio 2014 | 13h48

Militares tomaram a base rebelde de Nasir e recapturaram Bentiu, capital do Estado Unity, importante produtor de petróleo, que estava sob controle rebelde, disse o coronel Philip Aguer. Bentiu foi tomada depois de trocas de tiros ao longo de todo o dia de domingo, mas não se sabe ainda o total de vítimas, afirmou Aguer. Contudo, um oficial de segurança do Sudão do Sul, que falou sob condição de anonimato, indicou que os embates na cidade persistem.

Nasir era o quartel-general onde os rebeldes se mobilizavam para atacar a cidade de Malakal, assinalou Aguer. Segundo o coronel, o líder rebelde, o ex-vice-presidente Riek Machar, e suas tropas estão agora em algum lugar perto da fronteira entre Sudão do Sul e Etiópia. O porta-voz da equipe de negociação dos rebeldes na Etiópia Yohanis Musa Pouk disse que Machar ainda está dentro do Sudão do Sul, mas acrescentou que ele se reunirá com o primeiro-ministro etíope Hailemariam Desalegn "muito em breve".

A ofensiva do governo ocorre alguns dias depois que o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, disse ao secretário de Estado norte-americano, John Kerry, estar pronto para realizar discussões de paz com Machar. O porta-voz dos insurgentes Pouk disse à Associated Press hoje que Machar quer antes de tudo um "programa", incluindo um prazo para a formação de um governo de transição e uma proposta de composição e estrutura. Machar disse a repórteres que não vê sentido em negociações de paz que levariam a um governo de transição antes das eleições. Kerry disse que estava ciente dos comentários, mas insistiu que Machar não rejeitou a proposta totalmente. "Ele deixou a porta aberta", disse Kerry. "Expressou algumas dúvidas, mas não disse que ele não iria."

O secretário assinalou hoje esperar que as negociações de paz no Sudão do Sul comecem de acordo com o previsto. Falando com repórteres na capital de Angola, Luanda, antes de voltar para os EUA, Kerry subiu o tom das ameaças de sanções ou envio de novas tropas das Nações Unidas para o Sudão do Sul se as conversas fracassarem. Fonte: Associated Press.

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