Sudão e ONU assinam acordo para segurança em Darfur

Entra em vigor um plano que exige do governo do Sudão a criação de zonas de segurança em Darfur dentro de 30 dias. O acordo foi assinado em Cartum pelo ministro sudanês das Relações Exteriores, Mustafa Osman Ismail, e pelo enviado da ONU ao Sudão, Jan Pronk. Depois da cerimônia de assinatura, Ismail disse estar confiante que seu governo poderia implementar o plano e restaurar a estabilidade na província de Darfur, no oeste do Sudão. Milicianos pró-governo conhecidos como janjaweed são acusados de assassinar milhares de pessoas e obrigar cerca de um milhão a fugir de Darfur. Em Nova York, o porta-voz da ONU, Fred Eckhard, disse a jornalistas que agentes enviados à região pela entidade informaram que "a situação de segurança em Darfur ainda é delicada e persistem os atos de violência contra civis no norte e no sul" da região afetada. Hoje, em Cartum, Ismail e Pronk assinaram os termos do "Plano de Ação em Darfur". Os termos atribuem formalmente o plano ao presidente do Sudão, Omar el-Bashir, e ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan. As assinaturas de Ismail e Pronk representam o início da implementação. O documento foi negociado na semana passada e aprovado no domingo pelo gabinete sudanês. A cerimônia de assinatura foi inicialmente marcada para segunda-feira, mas Ismail retornou apenas hoje a Cartum. O plano dá ao governo sudanês um prazo de 30 dias para criar zonas de segurança em Darfur para que os civis tenham acesso a comida, água e campos de cultivo sem temer ataques.

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