Sudão e Sudão do Sul se comprometem a dialogar em conselho

Os líderes de Sudão e Sudão do Sul se comprometeram no sábado a negociar uma solução para as suas diferenças em relação à demarcação de fronteiras e receitas do petróleo, além de evitar o uso de força militar.

PASCAL FLETCHER E AARON MAASHO, Reuters

14 de julho de 2012 | 17h07

Os presidentes Omar Hassan al-Bashir, do Sudão, e Salva Kiir, do Sudão do Sul, fizeram as promessas durante a conferência do Conselho de Paz e de Segurança da União Africana na capital da Etiópia, Adis Abeba, o que diplomatas saudaram como um passo encorajador em direção a um acordo político.

Os vizinhos, que antigamente compunham o maior país da África subsaariana, antes do Sudão do Sul ganhar a sua independência no ano passado, quase voltaram a uma completa guerra civil em abril, com confrontos devido a conflitos sem solução sobre a sua fronteira e a divisão da receita do petróleo.

Eles enfrentam ameaças de sanções do Conselho de Segurança da ONU a menos que resolvam pacificamente estas e outras questões de segurança, em um prazo até 2 de agosto.

O Conselho de Segurança já expressou preocupação com os atrasos no processo de negociação.

Embora Bashir e Kiir não tenham apertado as mãos no sábado, eles se falaram durante a sessão do Conselho da União Africana (UA) e se comprometeram com um "novo espírito de parceria estratégica", disse o comissário de Paz e Segurança da UA, Ramtane Lamamra, aos repórteres.

Ele acrescentou que isso incluía um compromisso "de nunca mais recorrer à força para resolver suas diferenças".

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