Sudão envia protesto ao Chade por violação de território

O Sudão apresentou nesta terça-feira, 10, um protesto ao Chade pela violação de seu território pelo Exército de seu vizinho, ação que causou um confronto que deixou 17 soldados sudaneses mortos e outros 40 feridos.O protesto foi apresentado pelo subsecretário de Assuntos Exteriores do Sudão, Mahyoub al-Bacha, ao responsável de negócios do Chade em Cartum, informou o porta-voz deste Ministério, Ali al-Sadeq, que não identificou o diplomata chadiano. Na queixa, Mahyoub exigiu ao governo do Chade uma explicação por escrito do que aconteceu e advertiu que o Sudão "se reserva o direito de responder a esta perigosa violação no momento e lugar que considerar adequado", declarou a fonte. Além disso, o porta-voz revelou que o subsecretário apresentou aos embaixadores da Líbia e da Eritréia em Cartum o que o Exército chadiano realizou em território sudanês. Ele afirmou que a Líbia patrocina a normalização dos laços entre Cartum e N´djamena, e que Eritréia e Líbia integram uma comissão responsável por vigiar o cumprimento de um acordo firmado no ano passado entre Sudão e Chade. Este pacto proíbe que os dois países apóiem grupos armados que façam oposição aos governos de seus vizinhos.Na nota, o porta-voz Osman al-Ajbash disse que "o Exército do Chade atacou a região de JurBrenga com sete carros blindados e outros 140 veículos militares". Segundo Ajbash, esta ação deixou um grande número de mortos e feridos entre a população civil.Conflitos em DarfurUm soldado das forças internacionais da União Africana (UA) em Darfur morreu nesta terça-feira e outros dois ficaram gravemente feridos, depois que seu veículo foi atacado por um grupode homens armados. Segundo um comunicado da UA divulgado nesta terça, a patrulha na qual viajavam os três militares, cujas nacionalidades não foram especificadas, foi atacada em uma localidade próxima ao povoado de Sortony, no norte de Darfur. O comunicado informa também que os atacantes confiscaram o veículo militar. A UA já iniciou uma investigação para determinar aresponsabilidade pelo novo ataque contra as tropas de estabilização na região. A ONU publicou uma nota na qual "condena categoricamente" o ataque "não provocado" e dá seus pêsames à família do soldado que morreu.

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