Sudão minimiza nova aliança de rebeldes em Darfur

O conselheiro da Presidência do Sudão, Machdub Al Khalifa Ahmad, minimizou a importância da aliança formadapor vários grupos rebeldes de Darfur, os quais se recusaram a assinar com o Governo um acordo de paz para esta região em maio.Em 5 de maio, o Governo sudanês e uma facção do Movimento de Libertação do Sudão (MLS), encabeçada por Meni Arkau Minaui, assinaram um acordo de paz para Darfur, em Abuja, capital da Nigéria.Os outros grupos rebeldes, que rejeitaram o acordo, instituíram na quinta-feira na capital Eritréia a Frente de Salvação Nacional. Além disso, anunciaram que deixavam aberta a opção da luta armada em seu enfrentamento com o Governo.Após cinco dias de reuniões em Asmara, o Movimento para a Justiça e a Igualdade (MJI), liderado por Khalil Ibrahim; a Aliança Federal, representada por Ibrahim Darich e Sharif Harir; e o Exército de Libertação do Sudão, encabeçado por Khamis Abdalla, decidiram se unir neste novo grupo.No entanto, o líder da facção do MLS que não assinou o acordo de Abuja com o Governo, Abd Al Wahid Muhamad Nour, resolveu não fazer parte da nova frente rebelde.Sem apoioO conselheiro presidencial ressaltou que os signatários da nova aliança não possuem forças militares em Darfur nem contam com algum apoio nacional ou internacional. Al Khalifa comentou ainda que os mesmos grupos já tinhamanunciado a formação de uma frente que fracassou.Os signatários do acordo de Asmara anunciaram em um comunicado a união de todas suas forças armadas e pediram à União Africana que faça a mediação entre os rebeldes de Darfur e o Governo, apesar do acordo de Abuja.No comunicado, publicado após a assinatura do novo acordo, os componentes da Frente de Salvação Nacional ressaltaram que a plataforma está aberta a quem quiser se incorporar.

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