Sudão nega bombardeio ao vilarejo no Sudão do Sul

O Sudão negou neste sábado que seus aviões de guerra tenham bombardeado um vilarejo no vizinho Sudão do Sul. Mais cedo, O Sudão do Sul havia acusado Cartum de lançar um novo ataque aéreo em seu território e anunciado que cancelaria as planejadas conversas de paz com o Sudão.

AE, Agência Estado

21 de julho de 2012 | 15h51

A agência estatal sudanesa Suna informou que as aeronaves do Sudão tinham como alvo apenas membros do movimento rebelde Justiça e Igualdade de Darfur que teriam entrado em território sudanês, citando Omar Dahab, porta-voz do governo. Dahab teria dito ainda que Cartum já tinha advertido Juba de que forças rebeldes estavam no Sudão do Sul planejando operações contra o Sudão e que o governo as atacaria se elas "se infiltrassem no Sudão".

O porta-voz do Sudão afirmou também que o país está pronto para dar continuidade às conversas de paz e negociações sobre petróleo com o vizinho. As negociações para resolver os litígios decorrentes da independência do Sudão do Sul, em julho do ano passado, foram paralisadas em abril e retomadas em maio.

Segundo o Sudão do Sul, os aviões de guerra sudaneses bombardearam no início da sexta-feira o vilarejo de Rumaker, no norte do Estado Bahr el Ghazal, perto da fronteira com o Sudão, ferindo dois civis.

"Não é possível sentar para negociar enquanto eles estão lançando bombas sobre nosso território", disse o porta-voz da delegação de Juba nas negociações em Adis-Abeba, Atif Kiir. "As únicas conversas que vão acontecer agora ocorrerão por meio do painel", afirmou, referindo-se a um painel de mediação da União Africana (UA) que conduz as negociações na capital da Etiópia. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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