Sudão pede a missão da ONU em Darfur que se prepare para partir

O Sudão pediu à missão de paz conjunta da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Africana na região de Darfur, no oeste do país, que comece a planejar sua retirada, informou uma autoridade de primeiro escalão nesta sexta-feira, em meio a uma disputa entre a ONU e Cartum por conta de um suposto estupro em massa na área.

REUTERS

21 de novembro de 2014 | 14h54

Inicialmente, o Sudão se recusou a permitir que os soldados de paz da Missão das Nações Unidas em Darfur (Unamid, na sigla em inglês) visitassem um vilarejo para investigar as alegações de estupro. Mais tarde, eles tiveram a passagem liberada e não encontraram provas de que as tropas sudanesas violentaram cerca de 200 mulheres e crianças no local, mas a ONU se queixou da forte presença militar durantes as entrevistas.

“O Sudão pediu formalmente –eu pedi formalmente– que a Unamid elabore uma estratégia de saída. Isso não significa que irão fazer as malas e dizer adeus”, afirmou o subsecretário do Ministério das Relações Exteriores, Abdallah al-Azraq, a repórteres, dando a entender que a partida da missão levará algum tempo.

Azraq não deu um motivo para a solicitação, mas disse que ela já foi apresentada várias semanas atrás, antes das reportagens na mídia sobre o estupro em massa. O Sudão negou qualquer má conduta de seus soldados em Darfur e afirma que as alegações de estupro são parte de um complô internacional para manchar sua imagem.

Um porta-voz da Unamid contactado pela Reuters não soube dizer se o organismo recebeu o pedido para planejar uma estratégia de saída.

O escritório da missão de paz da ONU em Nova York declarou que uma resolução do Conselho de Segurança da entidade aprovado em agosto mencionou tal medida como uma opção, e também que uma avaliação estará pronta no final fevereiro para o Conselho, que irá decidir o destino final da missão.

(Por Maaz Alnugomi)

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