Sudão pede ajuda para conter massacre; EUA ameaçam

O governo sudanês pediu mais monitores da União Africana para supervisionar a trégua na região de Darfur, marcada por recentes massacres, e acusou a União Européia de não se esforçar o bastante para ajudar os moradores da área, marcada por 19 meses de combates entre rebeldes e milicianos.A abordagem do Sudão a ambos os blocos de nações ocorre no momento em que os Estados Unidos fazem circular na ONU uma proposta de resolução que ameaça punir o governo de Cartum se a violência nos três Estados que compõem Darfur não parar. O texto americano cita as lucrativas exportações de petróleo como um possível alvo das sanções.Uma porta-voz da ONU ofereceu pouca esperança para as autoridades sudanesas que tentam provar que seu governo faz tudo o que pode para impedir a violência. De acordo com ela, as Nações Unidas têm informação de que milhares de aldeões africanos foram forçados a deixar seus lares.A comunidade internacional exige que o Sudão desarme as milícias árabes conhecidas como janjaweed, acusadas de expulsar mais de um milhão de moradores de Darfur de suas casas e matar 30.000 outros. Os EUA acusam o governo de cartum de apoiar e controlar os janjaweed. O Sudão nega.

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