Sudão perdoa britânica condenada por caso do 'ursinho Maomé'

Lordes britânicos conseguem que o presidente do país retire acusações de britânica por blasfêmia ao islã

Efe e Associated Press,

03 de dezembro de 2007 | 07h42

A professora britânica Gillian Gibbons, detida no Sudão por permitir que seus alunos chamasse um urso de pelúcia pelo nome do profeta Maomé, obteve o perdão presidencial, informou nesta segunda-feira, 3, a BBC.   A notícia da libertação de Gillian foi divulgada após dois parlamentares britânicos muçulmanos se reunirem com o presidente sudanês, Omar al-Bashir, a quem pediram a libertação da professora.   O trabalhista Nazir Ahmed, o primeiro muçulmano a chegar à Câmara dos Lordes, e a baronesa Sayeeda Hussain Warsi, do Partido Conservador, viajaram a Cartum para se reunir com Bashir e visitar a professora, de 54 anos. Segundo a imprensa britânica, um assessor presidencial sudanês disse que a professora será libertada ainda nesta segunda.   O porta-voz do Conselho Muçulmano do Reino Unido, Inayat Bunglawala, afirmou que Gillian nunca deveria ter sido detida. "Será maravilhoso tê-la outra vez no Reino Unido. Tenho certeza que será bem-vinda tanto por muçulmanos como por não-muçulmanos depois dos terríveis momentos passados nas mãos das autoridades sudanesas", ressaltou Bunglawala.   Gillian Gibbons foi detida há oito dias por permitir que seus alunos chamassem um urso de pelúcia pelo nome de Maomé. Pouco depois, um tribunal sudanês condenou a professora a 15 dias de prisão.   A professora, que começou a trabalhar na escola em agosto, teria pedido o ursinho de pelúcia de uma menina de sete anos emprestado e sugeriu que seus colegas dessem um nome a ele. Dos 23 alunos, 22 votaram no nome Maomé para o brinquedo.   O diretor da escola explicou que as crianças tinham que levar o ursinho para suas casas nos finais de semana e cada um teria de descrever o que fazia com ele. Os comentários dos pequenos foram colocados num livro cuja capa estampava uma fotografia do ursinho com a legenda: "Meu nome é Maomé".   Ao tomar conhecimento do livro, a União Superior de Escolas Sudanesas decidiu suspender a britânica e divulgou um pedido oficial de desculpas aos alunos, seus familiares e a todos os muçulmanos. A direção do colégio particular.

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