Sudão poderá ir à guerra, diz al-Bashir

O Sudão está mais próximo da guerra do que da paz com seu novo vizinho, o Sudão do Sul, que em meados do ano passado declarou a independência, disse nesta sexta-feira o presidente sudanês Omar al-Bashir. O governo de Cartum, dominado por sudaneses de língua árabe e religião islâmica, tem questões não resolvidas com seu vizinho sulista, como uma disputa a respeito do petróleo na região de Abyei, que fica na fronteira entre os dois países.

AE, Agência Estado

03 de fevereiro de 2012 | 21h00

"O clima agora está mais próximo de um clima de guerra do que de paz", disse al-Bashir à agência France Presse (AFP). Ele deu a declaração após o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, ter alertado na quinta-feira que um conflito renovado poderá irromper se as negociações sobre a posse do petróleo com Cartum não incluírem um acordo que envolva outras questões, incluída a contestada região de Abyiei.

Mas al-Bashir, um ex-oficial do exército que tomou o poder em um golpe em 1989, disse que o Sudão não irá à guerra "a menos que ela seja imposta a nós".

As informações são da Dow Jones.

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