Khalil Hamra/AP
Khalil Hamra/AP

Sudão prende 700 pessoas em semana de protestos contra o governo

Polícia usou gás lacrimogêneo contra manifestantes que gritavam frases contra o presidente

O Estado de S. Paulo,

01 de outubro de 2013 | 12h33

CARTUM - Setecentas pessoas foram presas em uma semana, durante os piores tumultos no centro do Sudão em anos, informou o governo na segunda-feira 30, enquanto continuavam os protestos contra o presidente Omar Hassan al-Bashir.

Uma semana após o início das manifestações contra os cortes de subsídios, a polícia voltou a usar gás lacrimogêneo contra os manifestantes, desta vez contra as estudantes da universidade Ahfad, que gritavam "não queremos Bashir", disseram testemunhas.

Outro protesto de 300 pessoas, no distrito de Burri, em Cartum, foi pacífico, segundo uma testemunha. "O povo quer derrubar o regime", gritava a multidão. A marcha foi muito menor do que os protestos nos últimos dias na região.

Numa conferência de imprensa convocada pelo governo para mostrar o seu lado nos acontecimentos da semana, o ministro do Interior, Mahmoud Ibrahim Hamad, disse que 34 pessoas morreram, muito menos do que as cerca de 150 estimadas pelos ativistas sudaneses de direitos humanos e alguns diplomatas.

Hamad afirmou que a polícia não usou munição real contra manifestantes que, segundo ele, atacaram mais de 40 postos de gasolina, 13 ônibus e muitos carros particulares e edifícios governamentais. "Isso não tem nada a ver com os protestos", disse Hamad, acrescentando que havia indícios de que os rebeldes da fronteira do Sudão estavam envolvidos na violência./ REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
Sudãoprotestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.