Sudão processa professora por 'insulto' a Maomé com ursinho

Britânica pode ser receber pena de 40 chibatadas por permitir que alunos batizassem brinquedo de Mohammed

Reuters,

28 de novembro de 2007 | 13h59

A professora britânica detida no Sudão por permitir que seus alunos batizassem um ursinho de pelúcia de Mohammed (Maomé) foi acusada formalmente nesta terça-feira, 28, por blasfêmia religiosa. Gillian Gibbons, de 54 anos, ainda responderá por incitar o ódio e o desprezo de crenças religiosas.   Gibbons permitiu que seus alunos, de seis e sete anos de idade, escolhessem o nome do ursinho de pelúcia em setembro como parte de um trabalho em classe a respeito dos animais e seus hábitats. Vários pais de alunos fizeram reclamações às autoridades e ao Ministério da Educação, o que levou à prisão da professora. Ela pode ser condenada à 40 chibatadas, passar seis meses na cadeia ou ainda pagar uma multa.   A questão deve ser levada aos juízes responsáveis na quinta-feira e Gibbons deve se apresentar à Justiça. O secretário de Relações Exteriores David Miliband convocou o embaixador sudanês no Reino Unido para prestar esclarecimentos sobre a prisão da britânica, segundo confirmou o porta-voz do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.   Mais cedo, Gibbons recebeu a visita de três oficiais da Embaixada britânica e um colega de uma instituição escolar em que ela lecionou. "Posso confirmar que encontramos com Gibbon e ela afirmou que está sendo bem tratada", disse o cônsul britânico Russell Phillips. "Estamos em contato com as autoridades sudanesas no caso", ele afirmou, sem dar mais detalhes.

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