Sudão rejeita avaliação de missão da ONU sobre Darfur

O Sudão declarou nesta terça-feira que a situação humanitária melhorou em Darfur e rejeitou a avaliação de uma missão de direitos humanos da ONU, que acusou o país africano de orquestrar graves violações na região. Sinalizando o começo de um impasse diplomático com o Conselho de Direitos Humanos da ONU, o qual enviou a missão à região, o Sudão acusou o líder da equipe de preconceito e disse que a missão não deveria ter continuado após a saída de alguns membros. "Nós, por essa razão, forte e resolutamente nos opomos a qualquer consideração do honrado Conselho sobre qualquer relatório que venha desta missão", disse o ministro da Justiça sudanês, Mohamed Ali Elmardi, ao Conselho, composto por 47 países. A equipe, liderada pela ganhadora do prêmio Nobel da Paz, Jody Williams, foi enviada para investigar acusações de amplos abusos aos direitos humanos em Darfur, onde são estimadas cerca de 200 mil pessoas mortas e mais de dois milhões refugiadas após o início da revolta em 2003. Na segunda-feira, o grupo havia dito que Darfur se "caracterizava por graves e sistemáticas violações aos direitos humanos." O Sudão nega responsabilidade pelos abusos, considerados genocídio por Washington, e culpa os grupos rebeldes, que recusaram um acordo de paz em 2006 e diz, também, que a estimativa de mortos é exagerada.

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