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Sudão vincula volta de ajuda a retirada de ordem de prisão

Segundo Bashir, países ocidentais teriam concordado em suspender o mandado de prisão contra ele em Haia

Efe

08 de março de 2009 | 09h26

O presidente sudanês, Omar al-Bashir, afirmou neste domingo, 8, que o Ocidente negociou com o Sudão para que permita o retorno das organizações estrangeiras expulsas, em troca de retirar a ordem de detenção contra ele. "Os países ocidentais negociaram com o Governo para que permita o retorno das 13 organizações que Cartum expulsou em troca da suspensão da ordem de detenção do Tribunal Penal Internacional (TPI)", disse Bashir em Darfur, em sua primeira viagem à região depois que esta corte pediu sua detenção.O presidente sudanês disse a uma multidão de simpatizantes em Al-Fasher, capital da província de Darfur do Norte, que seu país rejeita esta proposta, e pediu "a anulação, e não a suspensão", dadecisão do TPI. O tribunal, com sede em Haia, emitiu na quarta-feira passada uma ordem de detenção contra Bashir por supostos crimes de guerra e  contra humanidade cometidos em Darfur, no oeste do Sudão.Pouco depois, o governo sudanês rejeitou essa ordem e expulsou mais de dez organizações de assistência estrangeiras que trabalhavam na região. Bashir acusou esses grupos de operar como "espiões" e de não cumprir os acordos assinados com o Governo, já que, segundo ele, funcionaram como "instrumentos de países ocidentais", que queriam influenciar nas próximas eleições presidenciais e parlamentares, previstas para este ano.Segundo o líder sudanês, 118 organizações estrangeiras trabalham em Darfur e recebem US$ 2 bilhões ao ano para o desenvolvimento da região, dos quais só gastam US$ 100 milhões. "A partir de agora, não vamos permitir que isso ocorra e estamos dispostos a cobrir o vazio (econômico), se todas as organizações (estrangeiras) saírem", acrescentou Bashir.

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