Suécia ameaça cortar venda de armas para os EUA

O vice-ministro das Finanças da Suécia, Gunnar Lund, afirmou que seu país poderá suspender as exportações de armamentos para os EUA, caso haja um ataque norte-americano ao Iraque sem aprovação da ONU. "Sem mandato da ONU, a decisão dessa questão fica consideravelmente mais difícil. Poderia haver fatores sugerindo que nós não deveríamos continuar a exportar", disse o vice-ministro. A declaração foi feita depois de a maior organização pacifista da Suécia, a Sociedade Sueca para Paz e Arbitragem, divulgar uma nota dizendo que "se os EUA iniciarem uma guerra de agressão, é provável que equipamentos militares produzidos na Suécia sejam usados". De acordo com dados do Parlamento da Suécia, em 2001 o país exportou para os EUA cerca de US$ 50 milhões em armas antitanque, mísseis, torpedos e munições; não há dados mais atuais disponíveis. O Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo diz que a Suécia foi o sétimo maior exportador mundial de armamentos em 2001, apesar de o país não entrar em guerra desde 1815. A lei sueca proíbe o país de exportar armas para países envolvidos em guerras ou em disputas que provavelmente levem a guerras.

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