REUTERS/Alkis Konstantinidis
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Suécia espera receber em 2015 até 190 mil pessoas que buscam asilo

Agência de Imigração havia previsto 74 mil pedidos, mas número foi ultrapassado no começo de outubro; comissário europeu visita Eslovênia após país registrar a chegada de mais de 12 mil refugiados

O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2015 | 12h16

ESTOCOLMO - A Agência de Imigração da Suécia espera que até 190 mil pessoas que buscam asilo cheguem neste ano ao país, que luta para lidar com o número recorde de pessoas que fogem da guerra na Síria.

O cenário anterior projetado pela agência era de 74 mil requerimentos de asilo para este ano, número ultrapassado no começo do mês.

"A atuação da União Europeia e de cada país membro separadamente terá uma influência decisiva em quantos solicitantes chegarão à Suécia mais para frente", declarou em entrevista coletiva Merjem Maslo, analista do organismo, para explicar a insegurança na previsão.

A previsão de crianças sem acompanhantes que irão para a Suécia em 2015 para pedir asilo oscila entre 29 mil e 40 mil, enquanto para 2016 é de 16 mil a 33 mil.

A Suécia, país europeu com mais pedidos de asilo per capita em 2014, já recebeu mais de 100 mil refugiados neste ano, superando o número recorde de 84.018 registrado em 1992, em meio à guerra dos Bálcãs.

Eslovênia. O comissário europeu de imigração, Dimitris Avramopoulos, visita nesta quinta-feira, 22, a Eslovênia, que solicitou ajuda à União Europeia (UE) após registrar na quarta-feira a chegada de 12.600 refugiados.

Segundo dados oficiais eslovenos, a maioria dos imigrantes é oriunda de zonas em conflito do Oriente Médio, informou a agência de notícias STA.

Desde que a Hungria fechou sua fronteira com a Croácia, chegaram à Eslovênia cerca de 40 mil refugiados. O país tem menos de dois milhões de habitantes.

Segundo anunciou o presidente esloveno, Borut Pahor, autoridades discutirão com Avramopoulos em Liubliana sobre a chegada de forças policiais europeias às fronteiras da Eslovênia e uma ajuda financeira para resolver a situação. /REUTERS e EFE

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