Reprodução/Facebook
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Suécia multa mulher que atrasou voo para evitar deportação de afegão

Elin Ersson, de 21 anos, terá de pagar o equivalente a R$ 1,2 mil por recusar-se a sentar em sua poltrona e atrasar em uma hora e meia a decolagem de voo que ia de Gotemburgo para Istambul; na época, ela transmitiu o protesto ao vivo na internet

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2019 | 10h17

ESTOCOLMO - Um tribunal de Gotemburgo, no oeste da Suécia, condenou nesta segunda-feira, 18, uma mulher a pagar uma multa de 3 mil coroas (pouco mais de R$ 1,2 mil) por atrasar a decolagem de um voo no ano passado para evitar a expulsão de um solicitante de asilo afegão em um protesto que viralizou nas redes sociais.

Elin Ersson, de 21 anos, estava a bordo de um voo de Gotemburgo para Istambul em 23 de julho e se recusou a sentar-se em seu assento momentos antes de a aeronave decolar até que o homem fosse retirado do avião - ela transmitiu o episódio ao vivo pelas redes sociais.

Depois de uma hora e meia de atraso, tanto ela quanto o homem afegão foram retirados do avião que, então, seguiu viagem para a cidade turca.

A sentença desta segunda-feira rechaçou o argumento de Elin de que ela não havia cometido nenhum crime passível de punição porque a ordem que ela recebeu não tinha sido dado diretamente pelo comandante do avião, mas sim por um membro da tripulação. Ela também alegou que seu protesto "estava dentro da lei".

"O tribunal considera que está provado que o comandante decidiu que os passageiros deveriam sentar-se antes da decolagem e que a mulher entendeu que essa era a situação. Ao não seguir as ordens, ela violou as leis de aviação", diz a sentença.

A procuradoria sueca tinha pedido uma pena de prisão de 14 dias para a jovem, mas a corte considerou que o crime não foi tão grave e, portanto, "uma multa é castigo suficiente".

Elin reconheceu que embarcou no avião acreditando que um jovem afegão cujo pedido de asilo havia sido rejeitado estava a bordo e que ele seria deportado. Ao descobrir que na verdade era outra pessoa, também do Afeganistão, mas na mesma situação, ela decidiu prosseguir com o protesto. / EFE

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