Robert Atanasovski/AFP
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Suécia prepara a expulsão de até 80 mil migrantes com pedido de asilo negado em 2015

Número representa quase metade dos solicitantes de asilo que entraram no país no ano passado

O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2016 | 09h01

A Suécia pretende expulsar entre 60 e 80 mil pessoas que tiveram suas solicitações de asilo negadas, anunciou na quarta-feira 27 o ministro do Interior Anders Ygeman. O número representa cerca de metade dos 163 mil solicitantes de asilo no país em 2015, o número mais alto per capita em toda a Europa.

Dos cerca de 58.800 pedidos tramitados no ano passado, 55% deles foram aceitos.

O ministro declarou aos meios de imprensa suecos que devido ao grande número de imigrantes que serão expulsos, o governo utilizará aviões charter para sua deportação durante vários anos. "Estamos falando de 60 mil pessoas, mas esse número pode chegar a 80 mil", disse Ygeman.

"Acredito que vamos ver mais aviões fretados, especialmente sob os auspícios da União Europeia", declarou o ministro do Interior sueco.

Anteriormente, a deportação de imigrantes com solicitações de asilo negadas ocorria em voos regulares com o pessoal do Serviço de Prisões e Liberdade Condicional.

"Temos um grande desafio pela frente. Teremos que ampliar os recursos utilizados para isso e devemos ter uma melhor cooperação entre as autoridades", afirmou Ygeman. /EFE

Para entender
Medidas na Europa
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Hungria: O governo conservador de Viktor Orban considerou uma "estupidez" o acolhimento de milhões de refugiados na Europa e fechou suas fronteiras. Alemanha: Dois Estados, Baviera e Baden-Würrttemberg, determinaram que os solicitantes de refúgio devem consumir primeiro os próprios bens antes que o Estado possa prover seu sustento. Suíça: Além do confisco de bens, refugiados que ganham o direito de permanecer e trabalhar no país têm de entregar 10% de seu salário por até dez anos  Dinamarca: O Parlamento da Dinamarca aprovou um projeto de lei que inclui polêmicas medidas como confiscar dinheiro e objetos de valor dos refugiados para custear sua estadia e limitar o reagrupamento familiar. 

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