Suécia reconhecerá o Estado da Palestina, diz novo primeiro-ministro

Segundo Stefan Lofven, conflito de israelenses e palestinos só pode ser resolvido com solução de dois Estados e coexistência pacífica 

O Estado de S. Paulo

03 de outubro de 2014 | 14h32

ESTOCOLMO - O novo governo de centro-esquerda da Suécia reconhecerá o Estado da Palestina em uma medida que fará do país nórdico o primeiro entre os principais países europeus a assumir essa posição, disse o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, nesta sexta-feira, 3, sem informar a data do reconhecimento oficial.

A Assembleia-Geral da ONU aprovou o reconhecimento de fato do Estado soberano da Palestina em 2012, mas a União Europeia e a maioria dos países do bloco ainda não concederam um reconhecimento oficial.

"O conflito entre Israel e a Palestina só pode ser resolvido com uma solução de dois Estados, negociada de acordo com a lei internacional", disse Lofven durante seu discurso inaugural no Parlamento. "Uma solução de dois Estados requer o reconhecimento mútuo e a vontade de uma coexistência pacífica. A Suécia portanto reconhecerá o Estado da Palestina", afirmou.

Para os palestinos, a medida tomada pelo país europeu será um bem-vindo impulso para suas ambições. Com a reputação da Suécia de ser uma mediadora honesta nas relações internacionais, e uma voz influente na política externa da UE, a decisão tem o potencial de levar outros países a se posicionarem num momento em que os palestinos ameaçam tomar medidas unilaterais em direção à criação de um Estado.

O ministro de Relações Exteriores palestino, Riad Malki, elogiou o anúncio e pediu que outros países da UE sigam o exemplo. "Em nome do povo palestino e da liderança palestina, nós agradecemos e cumprimentamos a posição sueca", afirmou, em uma declaração.

Segundo Malki, os países da Europa Ocidental que reconheceram o Estado da Palestina foram Malta e Chipre. Algumas nações do Leste Europeu o fizeram durante a Guerra Fria. / AP e REUTERS

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