Suécia recorre e Assange pode ficar mais dois dias sob custódia

Juiz havia concedido liberdade a fundador do WikiLeaks sob pagamento de fiança

Efe e Reuters

14 de dezembro de 2010 | 16h05

LONDRES - A Promotoria sueca recorrerá à decisão de um juiz britânico de libertar Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, sob pagamento de fiança, o que manterá o australiano mais dois dias preso em Londres, informaram os advogados de Assange nesta terça-feira, 14.

 

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Mark Stephens, representante do australiano, criticou as autoridades suecas por não terem acatado a decisão do juiz britânico, que autorizou a libertação de Assange após o pagamento de 200 mil libras.

 

A próxima audiência de Assange, que é acusado de crimes sexuais na Suécia, está marcada para o próximo dia 11 de janeiro. O australiano estava preso há uma semana, quando se entregou às autoridades britânicas para cooperar com as investigações sobre suas acusações.

 

Nesta terça, o juiz Howard Riddle concedeu liberdade ao australiano até a próxima audiência sobre o caso. Ele disse que Assange deve se manter em "condições estritas" enquanto enfrenta o processo de extradição da Suécia.

 

Entre as condições, Assange terá de usar, quando for libertado, um dispositivo eletrônico que controlará sua localização. Além disso, precisará se apresentar à polícia diariamente às 18 horas e deverá ser mantido em custódia durante dois períodos fixos.

 

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Assange é considerado o responsável pelo vazamento dos mais de 250 mil documentos americanos, que começou no dia 28 de novembro e causou constrangimento às autoridades americanas por ter revelado segredos da política externa dos EUA. Washington classificou a ação como irresponsável e como uma ameaça à segurança nacional.

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