Anders Wiklund/News Agency/AFP
Anders Wiklund/News Agency/AFP

Suécia supera a marca de 5 mil mortes em decorrência da covid-19

País escandinavo, de 10,3 milhões de habitantes, optou por medidas menos draconianas que os demais países europeus para frear a pandemia, uma decisão muito criticada

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2020 | 14h53

ESTOCOLMO - A Suécia registrou nesta quarta-feira, 17, mais 102 mortes por covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, com isso elevou o total para 5.041, de acordo com dados oficiais.

Nas últimas 24 horas, o país contabilizou 1.239 casos de infecção, chegando assim a 54.562 desde o início da pandemia.

Ainda segundo o balanço mais recente apresentado pelo governo, os números de pacientes internados e de mortos vêm caindo nos últimos dois meses, no entanto, seguem muito acima aos ostentados pelos demais países nórdicos.

O país escandinavo, de 10,3 milhões de habitantes, optou por medidas menos draconianas que os demais países europeus para frear a pandemia, uma decisão muito criticada.

No entanto, a taxa de mortalidade por covid-19 na Suécia é dez vezes maior do que a da Noruega, oito a da Finlândia, e quatro a da Dinamarca, embora siga distante das nações mais afetadas da Europa, como Espanha, Itália e Reino Unido.

"A estratégia é correta, porque é correto proteger vidas e a saúde. Que a Saúde receba os recursos que precisa, que atenuemos os efeitos nas empresas e para trabalhadores", afirmou o primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, ao jornal Expressen.

A Suécia optou por uma política de recomendações para a população, apostando na responsabilidade individual. Aos poucos, restrições foram adotadas, como fechamento de universidades, visitas aos asilos.

Aulas para crianças e adolescentes, no entanto, seguiram sendo realizadas, assim como restaurantes que continuaram abertos.

De todos os mortos no país, 90% são de 70 anos ou mais. A metade dos óbitos contabilizados no território aconteceu em instituição de acolhimentos de idosos./ EFE e AFP 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.