Suécia torna-se o primeiro país da UE a reconhecer a Palestina

Suécia torna-se o primeiro país da UE a reconhecer a Palestina

Governo sueco diz que Palestina cumpre com os critérios do direito internacional para ser reconhecida como Estado independente

O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2014 | 09h20


 ESTOCOLMO - A Suécia reconhecerá nesta quinta-feira,30, a Palestina como Estado independente, de acordo com declarações feitas pela ministra das Relações Exteriores do país escandinavo, Margot Wallström, ao jornal sueco DN.Debatt.

Essa declaração segue o anúncio sobre essa questão feito em outubro pelo primeiro-ministro sueco, o social-democrata Stefan Löfven, logo após assumir o cargo.

De acordo com o jornal sueco, o governo emitirá nesta quinta-feira um decreto a respeito, o que transformará a Suécia no primeiro país da União Europeia (UE) e da Europa Ocidental a dar esse passo.

A coalizão sueca considera que a Palestina cumpre com os critérios previstos pelo direito internacional para ser reconhecida como Estado independente, afirmou a ministra ao jornal.

Além disso, Wallström acredita que outros países seguirão seu exemplo e que isso representará avanços para uma solução política para o conflito do Oriente Médio.

Até agora, cerca de 100 países reconheceram à Palestina como um Estado independente, a grande maioria deles na América Latina, Ásia, África e Europa Oriental.

Löfven argumentou em outubro, assim que assumiu o cargo de primeiro-ministro, que o conflito entre Israel e Palestina só pode ser resolvido através da solução de dois Estados, "negociada de acordo com os princípios do direito universal".

Com isso, se referiu à reivindicação de seu próprio partido, o Social-Democrata, e do outro integrante da coalizão governista, o Partido do Meio Ambiente.

Reação. A Autoridade Palestina (AP) elogiou a decisão e encorajou outros países da Europa e do mundo a fazer o mesmo como única maneira de assegurar a paz na região.

"Apreciamos esse passo e consideramos que é um importante meio para encorajar outros países a abordar o mesmo enfoque. Esta é a única maneira de apostar em uma paz séria na região", declarou o porta-voz da AP, Yasser Abed Rabbo.

Já o chanceler israelense Avigdor Lieberman classificou  como deplorável a atitude do governo da Suécia. "Foi uma atitude deplorável, que fortalece os extremistas e a política de rechaço dos palestinos", informou a chancelaria em nota. "Isso causa muitos danos e não tem utilidade alguma."   /AFP e EFE

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