Suecos questionam falta de proteção para autoridades

O assassinato da chanceler sueca Anna Lindh, enquanto fazia compras sem guarda-costas, provocou duras críticas sobre a política de segurança do governo para seus funcionários. Críticos disseram que a agência de segurança da Suécia, conhecida como SAPO, deveria ter aprendido a lição com o assassinato em 1986 do premier Olof Palme, baleado quando voltava com sua mulher para casa, depois de uma sessão de cinema. O crime nunca foi esclarecido. Como Lindh, Palme não tinha guarda-costas."Assombra-me que as autoridades não tenham aprendido nada depois do assassinato de Palme". disse Jerzy Sarnecki, professor de criminologia da Universidade de Estocolmo. A Suécia, assim como seus vizinhos nórdicos, se orgulha pelo fácil acesso a seus políticos. Depois da morte de Palme, só a segurança do primeiro-ministro e do rei foram reforçadas. Eles recebem proteção 24 horas.Os funcionários da SAPO admitem que poderiam ter montado um esquema de proteção para a chanceler, mas não querem ser responsabilizados pelo incidente. "Não havia nenhum quadro de ameaça contra Anna Lindh, por isso ela não tinha nenhum esquema de proteção", afirmou o chefe de segurança da SAPO, Kurt Malmstroem. "Claro que isso foi uma falha. O futuro revelará se houve um erro de julgamento".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.