Suíça avisa que só coopera se Brasil apresentar evidências

As autoridades suíças alertaram que só poderão cooperar com o Brasil nas investigações sobre supostos ativos do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) no exterior se o governo brasileiro apresentar evidências de transações ilegais e suspeitas de corrupção. "Caso o Brasil não envie uma documentação completa, não podemos avaliar o caso nem abrir uma investigação", disse nesta quarta-feira uma assessora do Departamento de Justiça suíço. A informação, em Brasília, é que o governo estaria prestes a encaminhar um pedido oficial a Berna para que as autoridades investiguem os ativos que Maluf teria mantido no país até 1997. Na embaixada do Brasil em Berna, porém, nenhum documento foi transmitido até o fim da tarde de desta quarta. Depois de passar pela embaixada brasileira, o pedido deve ser entregue ao Departamento de Justiça, que analisará as bases da solicitação de cooperação. Se aprovado, o processo será encaminhado à Procuradoria-Geral de Genebra, cidade onde os ativos teriam sido depositados. A única definição é que o encarregado das investigações será o procurador Jean Louis Crochet, que tratou do caso do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto. Ele possui um dossiê sobre Maluf e terá de descobrir a rota que o dinheiro tomou tanto para chegar como sair da Suíça.

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