Suíça condena ex-primeira-ministra do Paquistão

A justiça da Suíça condenou ex-primeira-ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, por lavagem de dinheiro. Segundo o juiz de Genebra, Daniel Devaud, a ex-madatária e seu marido teriam acumulado cerca de US$ 12 milhões em um banco local, o que poderia gerar a prisão dos suspeitos por até seis meses.O juiz, que é o mesmo que investiga caso de corrupção no banco brasileiro Noroeste, havia recebido uma acusação por parte do governo paquistanês de que Bhutto teria ganho milhões de uma empresa suíça para que o governo de Islamabad favorecesse os contratos com a companhia.O que o magistrado concluiu é que a empresa, a Société Générale de Surveillance (SGS), teria recebido um tratamento especial durante o mandato de Bhutto, entre 1993 e 1996. Em 1997, a justiça suíça iniciou investigações e, no mesmo ano, o dinheiro que havia sido pago pela empresa por esse tratamento já havia sido bloqueado, diante das suspeitas de corrupção. Durante a investigação, que levou mais de cinco anos, Bhutto jamais respondeu às perguntas do juiz de Genebra.Os advogados da ex-primeira-ministra irão apelar da decisão do juiz, mas caso a condenação seja mantida, o dinheiro poderia ser transferido da Suíça para o Paquistão. Bhutto vive hoje em Londres e se recusa a voltar ao Paquistão, por medo de ser presa. Seu marido, também condenado pelos suíços, já está preso em Islamabad desde 1996.

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