Suíça defende aviso aos EUA sobre chegada de Polanski

O governo da Suíça afirmou hoje que agiu corretamente quando, no mês passado, preveniu os Estados Unidos sobre a iminente chegada do cineasta Roman Polanski ao país europeu. A atitude abriu caminho para a prisão de Polanski, condenado nos EUA por ter tido relações sexuais com uma menor há mais de três décadas. O cineasta seria premiado em um festival de cinema e as autoridades suíças quiseram saber se os EUA apresentariam uma petição para que ele fosse detido, já que seu nome constava em uma "lista negra" de pessoas com ordem internacional de prisão.

AE-AP, Agencia Estado

21 de outubro de 2009 | 11h23

Um porta-voz do Ministério da Justiça suíço afirmou que alguns e-mails obtidos pela agência de notícias Associated Press mostram um procedimento normal da polícia, quando uma pessoa procurada é esperada no país. Os documentos, obtidos mediante solicitação aos arquivos públicos norte-americanos, indicam que o ministério suíço enviou no dia 22 de setembro um fax urgente ao escritório de assuntos internacionais dos EUA informando que Polanski viajava a Zurique.

"Uma detenção é uma grande operação e precisávamos saber se a ordem de prisão ainda era válida", disse o porta-voz suíço. "Os norte-americanos confirmaram de imediato que esse era o caso." Em consequência, segundo o funcionário, a Suíça foi obrigada a capturar Polanski.

Alguns políticos e comentaristas locais notaram que a Suíça cooperou de modo muito ativo na ação. Foram lembradas as recentes divergências entre os EUA e a Suíça sobre a suposta sonegação de impostos por norte-americanos em bancos do país europeu, que podem ter motivado a ação.

Polanski é acusado de embebedar uma garota de 13 anos com champagne e depois estuprá-la, em 1977. Ele fugiu em meio ao processo, no qual foi condenado, e desde então é considerado um foragido nos EUA. Agora, ele pode também ser condenado pela fuga.

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