Suíça defende desculpas dadas à Líbia por deter filho de Kadafi

O presidente do país revelou que as tentativas para superar a crise entre ambos os países 'estavam bloqueadas'

Efe,

21 de agosto de 2009 | 16h24

O presidente da Suíça, Hans Rudolf Merz, defendeu nesta sexta-feira, 21, as desculpas públicas que apresentou à Líbia pela breve detenção há 13 meses em Genebra de um filho do dirigente desse país, Muammar Kadafi, e reconheceu que "não havia outra alternativa".

 

Em entrevista coletiva, Merz revelou que as tentativas para superar a crise entre ambos os países "estavam bloqueadas".

 

Esta situação não só tinha criado prejuízos econômicos para a Suíça (interrupção de voos entre Suíça e Trípoli, queda da atividade comercial bilateral e a retirada quase total dos fundos líbios neste país), mas também envolveu um drama humano.

 

A sorte de dois cidadãos suíços retidos na Líbia dependia de um acordo.

 

Trata-se de dois executivos que as autoridades líbias impedem há 13 meses a saída do país, como vingança de Kadafi pela detenção em Genebra de seu filho Hanibal, acusado de maltratar dois empregados domésticos.

 

O presidente suíço disse hoje que tem certeza que ambos os cidadãos suíços serão libertados na próxima semana, segundo lhe prometeu o primeiro-ministro líbio.

 

Merz, sobre cujo Governo choveram as críticas pelo que muitos consideram um desenlace humilhante para o país, afirmou hoje que assume a responsabilidade do acordo com a Líbia e suas consequências.

 

"O que vocês teriam feito em meu lugar?", perguntou aos jornalistas que o interrogavam, após lembrar que os dois cidadãos suíços estão retidos há mais de um ano em Trípoli em condições difíceis.

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