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Suíça enfrenta maior greve dos últimos 55 anos

A Suíça está enfrentando hoje a maior greve dos últimos 55 anos no país: a de cerca de 13.000 operários da construção civil, que exigem aposentadoria aos 60 anos e o respeito a um recente acordo assinado com empresários do ramo. Desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira, o trabalho foi suspenso em numerosas obras em quase todas as regiões do país, desde a capital, Berna, até Genebra, disseram fontes do sindicato da categoria. Também participaram da greve os operários que trabalham na construção do novo estádio e do museu dedicado a Paul Klee. Ao mesmo tempo, milhares de operários se manifestaram nas ruas de Genebra, Neuchâtel, Berna e Zurique - algo pouco usual para a pacata vida quotidiana na Suíça, segundo destacaram vários analistas. "Não queríamos a greve, mas fomos obrigados a fazê-la", afirmou um sindicalista. Os cerca de 93.000 trabalhadores vinculados ao setor de construção no país querem ver respeitado um acordo assinado em março com a Companhia Suíça dos Empresários da Construção, o qual prevê a redução progressiva da idade de aposentadoria, até chegar aos 60 anos. Mas os empresários agora rejeitam o acordo e propõem um novo modelo. Os sindicalistas, por sua vez, disseram não ter a intenção de renunciar a suas reivindicações. Um porta-voz do Sindicato da Indústria da Construção considerou a aposentadoria aos 60 "uma necessidade" para os trabalhadores do setor, "já que mais de 40% deles morrem ou ficam inválidos antes de chegarem aos 65 anos".

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