Suíça não vai extraditar Polanski até caso ser concluído

Sexta-feira foi um dia memorável para o diretor de cinema Roman Polanski: seu novo filme estreou no Festival de Berlim e as autoridades suíças prometeram não extraditá-lo para os Estados Unidos enquanto sua apelação, sobre um caso sexual, é analisada em Los Angeles. Comparado com os últimos quatro meses, período em que está sob prisão domiciliar na Suíça, foi um bom dia.

AE-AP, Agencia Estado

12 de fevereiro de 2010 | 19h19

Polanski não pôde andar pelo tapete vermelho do festival de cinema de Berlim na noite desta sexta-feira para a estreia de seu filme "The Ghost Writer", com Ewan McGregor e Pierce Brosnan, por causa da prisão, mas ainda assim foi a estrela da festa.

E, numa nova reviravolta em sua longa saga legal, o ministro da Justiça suíça declarou que "não faria sentido" retirar Polanski de sua prisão domiciliar em seu chalé nos Alpes até que os tribunais norte-americanos decidam definitivamente se ele precisa ser condenado pessoalmente e ser preso por ter mantido relações sexuais em 1977 com uma menina de 13 anos.

A extradição de Polanski é uma decisão complicada e diplomaticamente sensível, já que trata de um caso de trinta anos cheio de supostos erros cometidos por um juiz de Los Angeles, procedimentos confusos de sentença e a própria luta do diretor por justiça.

Há também o status de Polanski como um ícone cultural na França e na Polônia, países dos quais é cidadão, e sua história como sobrevivente do Holocausto cuja esposa foi brutalmente assassinada por seguidores de Charles Manson na Califórnia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.