Suíça nega extradição para os EUA e liberta Polanski

O governo da Suíça rejeitou um pedido dos Estados Unidos para extraditar o cineasta Roman Polanski, acusado de fazer sexo com uma garota de 13 anos em 1977. O Ministério da Justiça do país europeu afirmou hoje, em comunicado, que os interesses nacionais foram levados em conta na decisão. Segundo o ministério, Polanski agora é um homem livre.

AE-AP, Agência Estado

12 de julho de 2010 | 09h49

"O diretor franco-polonês Roman Polanski, de 76 anos, não será extraditado para os EUA", afirmou a pasta. "As medidas de restrição de liberdade contra ele serão revogadas", completa o texto. Polanski estava em prisão domiciliar. A Suíça atribuiu a decisão em boa parte ao fato de as autoridades norte-americanas não terem fornecido depoimentos confidenciais do processo em que Polanski foi condenado, entre os anos de 1977 e 1978.

Não está claro se Polanski já deixou o chalé suíço onde estava desde dezembro, em Gstaad. O cineasta é autor de filmes como "O bebê de Rosemary", "Chinatown" e "O Pianista". Recentemente, lançou "O Escritor Fantasma", pelo qual levou o Urso de Prata no Festival de Berlim.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.