Suíça proíbe depósitos de Bin Laden

A Associação de Bancos Suíços afirmou que o milionário saudita Osama bin Laden, principal suspeito dos atentados terroristas cometidos terça-feira nos EUA, faz parte de um lista de pessoas que não podem fazer depósitos nas instituições financeiras do país. De acordo com o presidente da Associação, Georg Krayer, o dinheiro do suposto terrorista não é bem-vindo na Suíça. Segundo ele, os bancos são obrigados a avisar a polícia caso desconfiem que um deposito feito no país tenha origem em atos criminosos, como terrorismo, tráfico de drogas ou corrupção. Apesar disso, nenhuma investigação foi aberta depois dos atentados nos Estados Unidos para rastrear contas mantidas por terroristas. Krayer acredita que, mesmo com os acontecimentos dos últimos dias, Nova York continuará sendo o centro financeiro internacional e os Estados Unidos a maior economia do mundo.No BrasilDepois de sete meses de procura, o Banco Central brasileiro não encontrou qualquer depósito de recursos nos bancos brasileiros em favor de Osama bin Laden. Segundo a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, a varredura à procura de fundos de Bin Laden e para pessoas e empresas ligadas a ele vem sendo feita desde fevereiro, por determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso.Na época, atendendo a um pedido da ONU, o presidente assinou um decreto determinando a proibição de venda de armas ao Taleban, a milícia extremista que controla 95% do território do Afeganistão, e também o bloqueio de quaisquer fundos destinados a Bin Laden, que está escondido nas montanhas do território afegão. A diretora também explicou que, embora o Banco Central tenha encontrado operações financeiras ilegais na cidade gaúcha de Chuí e tenha feito comunicações ao Ministério Público, não foi identificado problema em nome do prefeito daquela cidade, Mahamad Kassem Jomaa. De origem libanesa, o prefeito está sendo investigado pela Polícia Federal por suspeita de ligação com terroristas árabes e com Osama bin Laden.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.