Suíça restringe arquitetura religiosa de muçulmanos

Eleitores suíços aprovaram, com 57% dos votos, um referendo para proibir as construções de minaretes - pequenas torres de mesquita de onde se anuncia aos muçulmanos a hora das orações. Segundo a ministra das Relações Exteriores, Micheline Calmy-Rey, o referendo realizado anteontem é um revés para a coexistência das diferentes culturas e religiões no país, e pode ser tornar uma ameaça à segurança.

AE, Agencia Estado

01 de dezembro de 2009 | 20h10

Micheline acredita que a decisão do referendo não deve afetar as relações do país com nações muçulmanas. A ministra avaliou que a decisão é uma expressão de medo, diante da "onipresença de imagens de tendência extremista".

No entanto, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, condenou a decisão dos suíços. Hoje, Erdogan afirmou que ela era sinal de "ondas de racismo e nacionalismo extremo crescendo na Europa". Ele pediu ainda que o "erro" seja corrigido "o mais rápido possível". O presidente turco, Abdullah Gul, qualificou a decisão como "vergonhosa".

A chefe do setor de direitos humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, também criticou o fato. Navi qualificou a medida como "discriminatória" e "profundamente divisora". "Eu hesito em condenar uma votação democrática", notou. Mas em seguida ela afirmou que "não hesita em condenar" o uso do medo para influenciar sentimentos contra os estrangeiros que "caracterizaram campanhas em muitos países, incluindo a Suíça". As informações são da Dow Jones.

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