Suíça suspende investigação contra Menem por falta de evidência

O Ministério da Justiça da Suíça informou que suspendeu uma investigação sobre acusação de lavagem de dinheiro praticada pelo ex-presidente da Argentina Carlos Menem. A suspensão foi determinada após o ministério não ter conseguido encontrar contas com o nome do ex-presidente ou de outras pessoas relacionadas. A busca foi pedida pelo governo argentino. "As autoridades suíças competentes estão preparadas para realizar investigações em qualquer momento que surgirem novas evidências", informou o ministério.A Argentina alega que autoridades iranianas depositaram US$ 10 milhões em nome de Menem em um banco. As autoridades investigam denúncias de que Menem recebeu o dinheiro em troca de sua negação de que havia evidência da ligação do Irã com o atentado a bomba em Buenos Aires, em 1994. A explosão em um centro da comunidade judaica matou 85 pessoas e feriu mais de 2000. Alguns argentinos e líderes judaicos acusaram o Hezbollah, grupo com sede no Líbano, e o governo do Irã como articuladores da ação. Outra investigaçãoO Ministério da Justiça informou que entregou ao governo argentino mais documentos bancários sobre uma outra investigação envolvendo Menem. O ex-presidente é acusado de envolvimento na exportação ilegal de armamentos. Segundo autoridades argentinas, Menem e um grupo de ex-assessores desviaram armas no valor de mais de US$ 100 milhões para a Croácia e o Equador durante a década de 90, quando os dois países estavam sob embargo da ONU. Em relação a essa investigação, as autoridades suíças congelaram US$ 10 milhões em contas pertencentes a Menem e seus assessores. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

13 de julho de 2004 | 11h24

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