Suicídio de ex-presidente Roh comove a Coreia do Sul

O ex-presidente da Coreia do Sul, Roh Moo-hyun - um reformista envergonhado por um escândalo de corrupção que sujou sua imagem - suicidou-se ao pular de uma montanha na manhã deste sábado, horário local, informou seu advogado. Roh governou a Coreia do Sul entre 2003 e 2008. Ele tinha 62 anos. O suicídio de Roh surpreendeu e comoveu o país.

AE/AP, Agencia Estado

23 de maio de 2009 | 15h39

Pelo menos 2,5 mil pessoas reuniram-se em um ponto na capital, Seul, em uma cerimônia de homenagem ao ex-presidente, acendendo velas na noite deste sábado. Milhares escreveram mensagens respeitosas de pêsames no website do político, que deixou esposa e dois filhos.

Roh escalava uma montanha próxima ao vilarejo de Bongha, quando se jogou de um penhasco perto das 6h40 da manhã de sábado, horário local na Coreia do Sul, disse o advogado Moon Jae-in. Ele afirmou que Roh deixou um bilhete no qual afirmava que iria se matar e explicava o motivo.

"Muitas pessoas estão sofrendo por minha causa", ele escreveu, de acordo com a mídia sul-coreana.

No mês passado, os promotores questionaram Roh durante 13 horas a respeito das acusações de que ele teria aceito mais de US$ 6 milhões em subornos de um empresário sul-coreano, quando era presidente - acusações que o deixaram profundamente envergonhado. "Sinto muito por ter desapontado vocês. Não tenho coragem de aparecer mais em público", disse um Roh emocionado em 30 de abril, antes de dar o depoimento aos promotores. Roh negou as acusações no depoimento, disse o porta-voz da promotoria, Cho Eun-sok.

Roh reconheceu que o empresário Park Yeon-cha, dono de uma fábrica de calçados, deu US$ 1 milhão à sua esposa, mas sugeriu que isso não foi um suborno. Ele também reconheceu que Park deu outros US$ 5 milhões a outro parente seu, mas afirmou ter acreditado que o dinheiro era um investimento. Os promotores suspeitam que os US$ 6 milhões foram parar nos bolsos do ex-presidente.

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