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Suicídios de trabalhadores da France Télécom obrigam Governo a agir

A intervenção do Governo vem precedida de duras críticas dos sindicatos da empresa

EFE,

13 de setembro de 2009 | 06h56

Os suicídios de trabalhadores da empresa France Télécom, maior operador de telecomunicações e antigo monopólio na França, obrigaram o Governo francês a agir, com reuniões a partir de amanhã com responsáveis do grupo.

 

Após 23 suicídios, o último deles na sexta-feira passada, o de uma mulher de 32 anos que se arrojou pela janela de seu escritório, o Executivo prepara o envio do Diretor-geral de Trabalho à empresa e a reunião com o presidente da companhia.

 

A intervenção do Governo vem precedida de duras críticas dos sindicatos da empresa, que atacaram as decisões da France Télécom em matéria de mudanças internas de trabalhadores, decisões nas quais veem a origem das trágicas mortes dos últimos meses.

 

Os sindicatos criticam a gestão da empresa do processo de reestruturação empreendido para enfrentar a concorrência à qual está exposta desde que perdeu sua situação de monopólio, que ajudou na redução de seu elenco em mais de 20 mil pessoas, segundo os representantes dos trabalhadores.

 

O ministro do Trabalho, Xavier Darcos, deve se reunir com o presidente da France Télécom, Didier Lombard, para abordar a situação em relação às condições de segurança do trabalho na companhia.

 

A France Télécom anunciou a suspensão provisória das medidas de mudanças internas e comunicou que deve abrir negociações com os representantes sindicais no próximo 18 de setembro.

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