Suicídios são sinal de sanidade social, diz Hamas

Um dirigente da organização terrorista Ezzedin al-Qassam (braço armado do Hamas) disse nesta terça-feira que o rápido aumento dos palestinos que se oferecem como voluntários para cometer ataques suicidas em Israel demonstra que a sociedade palestina está sã e conhece bem seus direitos. Entrevistado pelo site Islam-online, Sallah Shehade, que há alguns anos vem sendo intensamente procurado pelas forças de segurança israelenses, explicou que são quatro os critérios para a escolha dos voluntários para o "martírio"."O primeiro é o fervor religioso do candidato; em seguida, verificamos se o seu martírio será bem aceito pelos pais ou seja, se não provocará reações negativas em sua família", explicou Shehade. O terceiro critério é "sua capacidade de enfrentar a complexidade da operação; e o quarto, que seu sacrifício sirva de estímulo para os que o rodeiam." A preparação de cada atentado é confiada aos agentes de inteligência do Hamas. "Nossos agentes seguem os movimentos do inimigo. Uma vez escolhido o objetivo, discutimos qual será a melhor maneira de atacá-lo. O objetivo é vigiado por telecâmeras, e as imagens são estudadas por uma comissão encarregada," relatou Shehade. O líder terrorista explicou que os militantes do Ezzedin al-Qassam são tão disciplinados quanto soldados de um exército. "Entre nossos objetivos não figuram as crianças judias, idosos ou locais de culto, embora saibamos que nas sinagogas se incita o assassinato dos muçulmanos", disse. "Se quiséssemos, poderíamos atacar escolas e hospitais; mas nossa luta se inspira nos valores da Jihad (guerra santa), por isso nos abstemos. Quando ocorre (a morte de crianças), não é intencional."

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