Sul-africanos protestam contra onda de violência

Ao menos 50 pessoas já morreram e 25 mil fugiram do país, vítimas da xenofobia

Reuters

24 de maio de 2008 | 12h36

Milhares de pessoas participaram neste sábado, 24, de uma passeata em Johanesburgo, a maior cidade da África do Sul, para pedir o fim da onda de violência xenófoba que deixou ao menos 50 imigrantes mortos este mês. Mais de 25 mil deles retornaram para os países vizinhos. Manifestantes carregaram faixas com frases como 'A xenofobia machuca tanto quanto o apartheid' e 'Somos contra a xenofobia' e pararam o centro da cidade. Imigrantes que vivem no distrito de Hillbrow aplaudiram a marcha, organizada por entidades religiosas e sindicais. Segundo a polícia, o clima é tranqüilo hoje nos arredores de Johanesburgo, mas algumas lojas foram queimadas na noite de sexta-feira na Cidade do Cabo, o principal destino turístico do país. O governo sul-africano foi criticado pela reação lenta a onda de violência, a pior desde o fim do apartheid, há 14 anos. O presidente Thabo Mbeki disse hoje que o país não deve virar as costas para os vizinhos africanos e garantiu estar comprometido com o fim da violência. 'Estamos enfrentando um a desgraça, uma humilhação, uma vez que permitimos estes crimes contra outros africanos que vivem em nosso país', disse, durante uma visita a uma escola no interior do país.   A violência começou no último dia 11, em Alexandra, subúrbio de Johanesburgo e se espalhou para as cidades do Cabo e Durban. Imigrantes do Zimbábue e de Moçambique foram vítimas de agressão por parte de milhares de sul-africanos enfurecidos com a baixa oferta de empregos e de habitação no país.

Tudo o que sabemos sobre:
África do SulImigraçãoxenofobia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.