Sul-coreana refém do Taleban faz apelo desesperado

Em entrevista telefônica à BBC, missionária diz que seqüestrados estão doentes e 'cheios de problemas'

Agências internacionais,

26 Julho 2007 | 15h05

Uma das sul-coreanas mantidas como refém com outros 22 missionários por insurgentes taleban no Afeganistão pediu desesperadamente por ajuda nesta quinta-feira, 26, informou a rede britânica BBC.  A mulher, que se identificou como Yo Syun Ju, disse por telefone que todos os seqüestrados passam por "dificuldades". "Fale a eles que façam algo para que sejamos soltos", disse ela em entrevista concedida com o aval dos militantes.  O grupo de 23 voluntários religiosos sul-coreanos foi seqüestrado há uma semana quando circulava por uma das regiões mais violentas do Afeganistão. Na quarta-feira, 25, os militantes mataram um dos reféns, causando grande comoção na Coréia do Sul. No mesmo dia, a notícia de que oito dos seqüestrados haviam sido libertados circulou em vários meios de comunicação, mas fontes ligadas às negociações desmentiram a informação na madrugada desta quinta-feira. Na mesma entrevista à BBC, Yo disse que era de Seul, e descreveu a situação como "perigosa": "A cada dia está ficando mais difícil", acrescentou.  "Nós queremos que os sul-coreanos, a ONU e as pessoas ligadas às associações de direitos humanos apóiem uma troca de reféns. Estamos todos doentes e cheios de problemas", desabafou.  Negociações tensas As declarações vem num dia tenso para as negociações em torno dos seqüestrados. Nesta quinta-feira, um porta-voz do Taleban afirmou que o governo afegão tem até o meio-dia de sexta-feira (horário local) para soltar membros do grupo que estão presos. Caso a demanda não seja atendida, reiterou o insurgente, mais sul-coreanos serão executados. O novo de uma série de ultimatos vem um dia depois da confirmação da morte do pastor Bae Hyung-kyu, de 42 anos. O corpo do missionário foi encontrado com 10 perfurações de bala na província de Ghazni, no dia em que o sul-coreano comemoraria seu aniversário. "Se a administração em Cabul não resolver nosso problema, não teremos outra opção senão matar os reféns coreanos", disse Qari Yousef Ahmadi, que alega falar em nome do Taleban.  "Não estamos pedindo dinheiro. Apenas queremos troca nossos prisioneiros pelos reféns coreanos. Quando eles forem soltos, o Taleban irá libertar os reféns", disse Ahmadi por telefone.  Ainda segundo o porta-voz, o governo afegão informou nesta quinta-feira que tomará a decisão sobre a libertação dos presos até o meio-dia de sexta.

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