Sul-coreano eleito quer diálogo para fim de programa nuclear

Lee Myung-bak defende negociações internacionais para desmantelamento atômico da Coréia do Norte

Agências internacionais,

20 de dezembro de 2007 | 07h54

O presidente eleito da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, defendeu nesta quinta-feira, 20, o diálogo internacional para encerrar o programa nuclear norte-coreano, e se mostrou disposto a colaborar no diálogo entre Estados Unidos e Coréia do Norte. Lee ganhou as eleições presidenciais sul-coreanas desta quarta-feira com uma ampla vantagem. Ele afirmou durante uma entrevista coletiva que vai procurar "persuadir" a Coréia do Norte a abandonar o seu potencial nuclear, para permitir a continuidade do regime e "beneficiar" a população norte-coreana. O líder do Grande Partido Nacional (GPN) disse ser partidário de oferecer ajuda a Pyongyang, desde que se comprove a desnuclearização. Para ele, o programa nuclear é o principal assunto na agenda bilateral. Ao comentar a situação dos direitos humanos na Coréia do Norte, o presidente eleito anunciou uma mudança de postura em relação aos governos anteriores, que se mantiveram calados sobre o tema. Lee propôs um discurso de crítica construtiva, encaminhada a desenvolver uma sociedade norte-coreana saudável. Nos assuntos internos, Lee defendeu o desenvolvimento econômico da Coréia do Sul, com um novo sistema, que beneficie a classe média e os mais pobres. Ele reforçou o seu compromisso de reativar a economia sul-coreana e criar empregos. Presidente eleito A posse do novo presidente está prevista para 25 de fevereiro. O candidato conservador venceu as eleições realizadas nesta quarta-feira e será o novo presidente da Coréia do Sul em 2008. Lee obteve mais de 50% dos votos e derrotou com folga o candidato do partido do governo Chung Dong-young e o candidato independente Lee Hoi-chang.  A vitória de Lee era esperada, apesar do ex-executivo estar sendo investigado por acusações de fraude. Ele já foi inocentado em uma das investigações de fraude. "Não tenho nada a esconder", disse o candidato em uma entrevista coletiva. Mas, agora, uma gravação em vídeo foi divulgada e sugere uma ligação entre o candidato e uma empresa no centro das acusações de manipulação do preço de ações. Lee nega qualquer envolvimento com o caso.  Segundo a BBC, pela primeira vez, o presidente eleito na Coréia do Sul vem de um ambiente empresarial. E, também pela primeira vez, um candidato consegue mais de 50% dos votos em uma eleição e chega à vitória investigado por fraude antes de assumir o cargo.

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