Sul-coreano seqüestrado revê família pela 1ª vez desde 1978

Um sul-coreano provavelmente seqüestrado pela Coréia do Norte em 1978 pôde se reencontrar com sua mãe e sua irmã pela primeira vez. O reencontro ocorreu como parte de três dias de reuniões de famílias coreanas divididas desde a Guerra da Coréia (1950-53).O caso de Kim Young-Nam tem sido acompanhado de perto porque, já vivendo na Coréia do Norte, ele se casou com uma mulher japonesa, Megumi Yokota, que também havia sido seqüestrada. O caso prejudicou as relações entre o Japão e a Coréia do Norte."Estou muito feliz por vê-la tão saudável", disse Kim durante o encontro com a sua mãe, de acordo com a TV sul-coreana. "Pare de chorar. Por que você está chorando em um dia tão feliz?"Kim Young-Nam desapareceu quando estava numa praia, aos 16 anos de idade. Ele é apenas um entre os cerca de 500 sul-coreanos que teriam sido tomados pela Coréia do Norte, muitos deles usados para treinar espiões norte-coreanos.Inicialmente, acreditava-se que Kim estava morto. Mas uma investigação conduzida por japoneses revelou que ele havia sido seqüestrado por agentes norte-coreanos e ainda estava vivo e bem de saúde.Ele estava então casado e teve uma filha com Megumi, uma japonesa também seqüestrada, aos 13 anos de idade, em uma cidade costeira do Japão.Segundo a Coréia do Norte, ela posteriormente se suicidou. Mas seus pais não acreditam nessa versão e esperam por qualquer informação que seu marido possa fornecer.A filha do casal, hoje com 18 anos, também deve estar presente na série de reencontros familiares, mas não deverá ser autorizada a falar livremente.A Coréia do Norte nunca reconheceu o seqüestro de sul-coreanos. Mas o líder norte-coreano, Kim Jong-Il, admitiu e pediu desculpas pela abdução de 13 cidadãos japoneses. Cinco deles foram libertados. A maior parte deles era usada para ensinar a língua e costumes japoneses para espiões norte-coreanos.

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