Sul-coreanos temem retaliação após massacre de Virginia

O massacre realizado na última segunda-feira, 16, pelo sul-coreano Cho Seung-hui, na universidade Virginia Tech, despertou preocupação na Coréia do Sul e nos coreanos que vivem fora do país. "Espero que os assassinatos não resultem em uma onda de preconceito racial ou confrontação", disse em um comunicado nesta terça, 17, o ministro do Exterior do país, Cho Byung-je."Estamos trabalhando de perto com nossas missões diplomáticas e as associações coreanas residentes no local para antecipar qualquer problema que possa surgir", disse uma autoridade do ministério do Exterior.A Coréia do Sul tem o maior número de estudantes estrangeiros nos EUA, com cerca de 15%.Estudantes sul-coreanos evidenciaram a preocupação do ministro. Jiyoun Yoo, estudante da Virginia Tech, estava assustada quando ouviu que um atirador havia matado 32 de seus colegas. Quando a informação de que ele era sul-coreano foi divulgada, seu medo tomou uma nova direção."Eu sou da Coréia do Sul, então estou um pouco assustada", disse Yoo, de 24 anos. "O tiroteio foi feito por apenas uma pessoa, mas talvez afete todos os estudantes coreanos".Yoo disse que não conhecia o assassino, e nenhum de seus amigos coreanos também havia ouvido falar dele. "Se ele fala coreano, deveríamos conhecê-lo, mas nenhum de nós conhece", disse. A estudante disse que sua família em Seul ligou durante a madrugada, muito preocupada que Yoo poderia ser um alvo caso acontecesse alguma retaliação contra estudantes asiáticos na universidade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.