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Sul-coreanos vão às ruas de Seul para pedir renúncia da presidente

Park Geun-hye foi acusada de permitir que uma confidente manipule o governo da Coreia do Sul às escondidas; é o maior protesto ocorrido na capital sul-coreana desde a sua democratização, há 30 anos

O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2016 | 09h34

SEUL - Centenas de milhares de sul-coreanos foram às ruas de Seul neste sábado para pedir a renúncia da presidente Park Geun-hye, que tem sido acusada de permitir que uma confidente de longa data manipule o governo da Coreia do Sul às escondidas.

A polícia local estima que a manifestação reúne cerca de 220 mil pessoas, enquanto os organizadores falam em 850 mil. É o maior protesto ocorrido na capital sul-coreana desde a sua democratização, há 30 anos. Em junho de 2008, milhares participaram de uma vigília à luz de velas, denunciando a decisão do governo de retomar as importações de carne bovina dos EUA em meio a receios de doenças contagiosas. A polícia estimou 80 mil pessoas e os organizadores, 700 mil.

Apesar da crescente indignação popular contra a presidente, os partidos de oposição têm resistido a pedir sua saída, em razão de possíveis impactos nas eleições do próximo ano.

"Eu nunca me interessei por política nem tenho um aparelho de televisão em casa, mas coisas inacreditáveis estão acontecendo e eu saí de casa hoje porque eu não queria me sentir derrotado como um cidadão sul-coreano",disse Cho Jong-gyu, que levou cerca de 5 horas para deixar a pequena ilha de Geoje e participar da manifestação em Seul. Ele segura um cartaz em que a pede a renúncia da presidente.

Lee Ryeo-hwa, que mora em Seul e trouxe seus três filhos para o protesto, disse que a presidente "criou essa bagunça com seu estilo de liderança não democrático e recusa à comunicação". "Pessoas disseram que foi uma má ideia trazer meus filhos, mas eu quero que eles lembrem-se de hoje a aprendam que a democracia é feita de participação", ela disse.

Além de supostamente manipular o poder, a confidente da presidente, Choi Soon-sil, a filha de um intelectual que emergiu como mentor de Park na década de 1970, também é suspeita de explorar seus laços com a presidente para coagir empresas a doar dezenas de milhões de dólares para fundações que ela controla.

Em uma tentativa de estabilizar a situação, Park disse na terça-feira que poderia deixar o Parlamento, controlado pela oposição, escolher seu primeiro ministro. Mas a oposição acredita que suas palavras não têm sentido sem que ela faça promessas específicas sobre as acusações de que ela transfere poderes presidenciais para uma segunda pessoa. / AP

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